PRIMEIRA DESCRIÇÃO DO Lutzomyia longipalpis EM 11 MUNICÍPIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2014

E. M. N. DE PAULA, J. H. B. TOSCANO, N. C. MARQUES, M B. D. OLIVARI, B. F. IZOLA, A. P. R. GRISÓLIO, R B. MEIRELLES-BARTOLI, A. A. B. CARVALHO

Resumo


Lutzomyia longipalpis, popularmente conhecido como mosquito-palha, é o principal vetor da leishmaniose visceral (LV), enfermidade parasitária transmitida pela picada do inseto e cujas infecções variam de assintomática e leves (maioria dos casos) a fatais. Os casos de LV no Brasil estão em franco crescimento nas últimas décadas, principalmente pela expansão dos ambientes urbanos, invadindo áreas de vegetação naturalmente habitada pelo vetor e reservatórios silvestres. Tendo em vista o papel indispensável dos flebotomíneos na disseminação da leishmaniose, as pesquisas entomológicas são fundamentais, para se conhecer a fundo a distribuição e biologia deste díptero. Esse estudo objetivou descrever os municípios do Estado de São Paulo (ESP) que, pela primeira vez, relataram, em 2014, a presença do L. longipalpis. Trata-se de um estudo descritivo utilizando-se dados de pesquisas entomológicas da Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN) do Estado de São Paulo. Ao todo 11 cidades do ESP registraram, em seus limites, a presença do L. longipalpis neste ano, sendo elas: Cordeirópolis, Valinhos, Álvares Florence, Floreal, Gastão Vidigal, General Salgado, Mira Estrela, Monções, Turmalina, Emilianópolis e Rancharia. Destes municípios, nenhum possui casos de leishmaniose em cães, entretanto, General Salgado registrou um caso de leishmaniose em ser humano.. Segundo o Ministério da Saúde, todos esses municípios são classificados epidemiologicamente como “silencioso receptivo vulnerável”. Conlui-se, então, que 11 cidades relataram, pela primeira vez, Lutzomyia longipalpis apenas no ano de 2014. Embora praticamente ausentes os casos de LV nestes locais, reforça a importância dos estudos em relação a este díptero, o que permite apontar áreas receptivas à realização do inquérito amostral canino, orientando ações de controle do vetor e, consequentemente, da enfermidade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2015v31n2p97