NANOPARTÍCULAS DE QUITOSANA PARA ENCAPSULAR O VÍRUS DA BRONQUITE INFECCIOSA AVIÁRIA (VBI)

P. D. LOPES, V. C. MARIGUELA, C. PAVANI, M. L. F. TAMANINI, L. F. DALMOLIN, M. F. S. MONTASSIER, R. F. V. LOPEZ, H. J. MONTASSIER

Abstract


Em busca de adjuvantes de nova geração para uso na formulação de vacinas contra patógenos virais, o trabalho teve como objetivo preparar nanopartículas de quitosana para encapsular o VBI. Foi utilizado uma suspensão da estirpe H120 atenuada do VBI em líquido córion-alantóide (LCA) para a formulação das nanopartículas por meio da técnica de gelificação iônica. Foram testadas diferentes concentrações de quitosana, ácido acético e tripolifosfato de sódio (TPP) e em diferentes condições de pH. Para o preparo das nanopartículas, um volume da suspensão viral em LCA foi adicionado a 10 volumes da solução de quitosana previamente preparada e, a essa mistura depois de agitada, foram adicionados 5 volumes de TPP, deixando-se essa mistura sob agitação por mais 10 minutos. As nanopartículas foram separadas por duas centrifugações seguidas, sendo armazenado o sobrenadante enquanto que o precipitado, contendo as nanopartcículas foi ressuspendido em PBS. O tamanho das nanopartículas foi medido no aparelho Zetasizer e a eficiência do encapsulamento foi avaliada pela dosagem de proteína presente no sobrenandante através da técnica de Bradford e pela detecção do RNA genômico viral por RT-PCR. Os resultados demonstraram que as concentrações de quitosana e TPP e o pH influenciaram na geração das nanopartículas, sendo que a melhor formulação foi obtida com a quitosana a 0,2%, o TPP a 0,2% e em pH 4, o que resultou em uma média de eficiência de encapsulamento da suspensão do VBI de 85%, e em um tamanho das partículas entre 317 a 378 nanômetros, e confirmando-se o encapsulamento viral pela RT-PCR. Concluindo, as nanopartículas de quitosana preparadas nesse estudo, encapsularam a maior parte dos compontentes antigênicos do VBI presentes na suspensão de LCA, indicando o potencial dessa preparação de nanopartículas para uso como adjuvante/carreador do VBI em novas formulações vacinais para liberação de antígenos via mucosa.

PALAVRAS-CHAVE: ADJUVANTE DE MUCOSA, VACINA DE NOVA GERAÇÃO, VACINA INATIVADA

AGRADECIMENTOS: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq

ÁREA TEMÁTICA: Doenças Infecciosas



DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2015v31n2p71