ELETROCARDIOGRAFIA EM CÃES SUBMETIDOS À ANESTESIA PELO DESFLUORANO COM FLUXO BAIXO OU INTERMEDIÁRIO DE OXIGÊNIO.

D. P. PAULA, N. NUNES, P. S. P. SANTOS, A. P. SOUZA, C. T. NISHIMORI, M. L. REZENDE, A. V. LEITE, P. N. H. GUERRERO

Resumo


Compararam-se os efeitos da anestesia com desfluorano em fluxo baixo ou intermediário de oxigênio sobre a freqüência cardíaca (FC) e eletrocardiografia (ECG), em cães. Para tanto, foram utilizados 26 animais adultos sem raça definida, sendo 22 machos e 4 fêmeas, hígidos, pesando 32,4 4,0 kg. Os cães foram separados eqüitativamente em dois grupos, G1 e G2. Para ambos, induziu-se a anestesia geral por meio de administração intravenosa de propofol, na dose de 8,0 2,0 mg/kg. Ato contínuo, os cães foram submetidos à anestesia inalatória pelo desfluorano (7,2 V% expirado), diluído em oxigênio (O2), num fluxo de 50 mL/kg/min, por meio de circuito anestésico com reinalação parcial de gases. Decorridos 15 minutos, o fluxo de O2 passou a ser de 7 mL/kg/min para o G1, e de 30 mL/kg/min para o G2. Para o G1, simultaneamente à redução do fluxo de O2 foi fechada a válvula de alívio, tornando o circuito anestésico com reinalação total de gases. Mensuraram-se os parâmetros imediatamente antes da aplicação dos fármacos (M0) e após 15 minutos da indução anestésica (M15), repetindo-se a coleta de parâmetros a cada 15 minutos, durante uma hora (M30 a M60). A avaliação estatística das variáveis foi efetuada pela Análise de Perfil (p < 0,05). Os resultados demonstraram que a anestesia com fluxo baixo de oxigênio não promove alterações na freqüência cardíaca ou na eletrocardiografia, que determinem risco para o paciente.
PALAVRAS-CHAVE: Anestesia. Cães. Desfluorano. Fluxo baixo. Eletrocardiografia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2005v21n1p34-40