ELETROCARDIOGRAFIA EM CÃES ANESTESIADOS COM DIFERENTES CONCENTRAÇÕES DE DESFLUORANO ASSOCIADO OU NÃO AO ÓXIDO NITROSO.

C. T. NISHIMORI, N. NUNES, A. P. SOUZA, P. S. P. SANTOS, D. P. PAULA, M. L. REZENDE, A. V. LEITE

Resumo


Estudaram-se possíveis alterações eletrocardiográficas causadas pela anestesia com desfluorano (DES), em diferentes concentrações, associado ou não ao óxido nitroso (N2O), em 30 cães adultos, distribuídos em dois grupos, grupo DES (GD) e grupo DES associado ao N2O (GDN). Os animais do GD foram induzidos com propofol (8,91,65 mg/kg/IV), entubados, e iniciou-se a administração de DES na concentração alveolar mínima (CAM) de 1,6 a 100% de oxigênio (O2). Após 30 minutos, o balão reservatório foi esvaziado, reduziu-se a concentração do agente em 0,2 CAM e o circuito anestésico foi saturado com DES a 1,4 CAM. Repetiu-se o protocolo, após 15 minutos, atingindo 1,2 CAM. No GDN adotou-se a mesma metodologia, substituiu-se o fluxo diluente por 30% de O2 e 70% de N2O. As variáveis eletrocardiográficas, freqüências cardíaca (FC) e respiratória (f), pressões arteriais sistólicas (PAS), diastólica (PAD) e média (PAM) e concentração de dióxido de carbono ao final da expiração (ETCO2) foram mensuradas antes da indução anestésica (M0), aos 30 (M30), 45 (M45) e 60 (M60) minutos após esta. Observou-se aumento da FC, prolongamento no intervalo PR, diminuição da duração do complexo QRS, da amplitude da onda R, do intervalo RR, da pressão arterial e da f, e aumento progressivo da ETCO2. Todas as alterações foram concomitantes à administração da maior dose do desfluorano. Concluiu-se que maiores concentrações de desfluorano promovem elevação da FC, facilitação da transmissão do impulso elétrico ventricular e redução da pressão arterial e que a adição de N2O não determinou interferências significativas nos achados.
PALAVRAS-CHAVE: Eletrocardiografia. Desfluorano. xido Nitroso. Cães.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2005v21n2p238-242