HYDROMAT ACTION ON BONE HEALING OF DOGS SUBMITTED TO MODIFIED TIBIAL TUBEROSITY ADVANCEMENT TECHNIQUE / Ação da hidroesteira na cicatrização óssea de cães submetidos à técnica de avanço da tuberosidade tibial modificada.

C. C ZANI, R. M. MEDEIROS, J. G. PADILHA FILHO, M. R. F. MACHADO, P. C. MORAES, M. A. R. FELICIANO

Abstract


O objetivo desse estudo foi avaliar os efeitos da hidroterapia na cicatrização óssea de cães submetidos à técnica de Avanço da Tuberosidade Tibial modificada (TTAm), por meio de avaliações radiográficas. Foram utilizados 10 cães de porte médio ou grande (Canis familiaris- Linnaeus, 1758), machos ou fêmeas, com diagnóstico de Ruptura de Ligamento Cruzado Cranial (RLCCr). Após o diagnóstico, os animais foram submetidos ao TTAm. Os cães foram separados em dois grupos experimentais contendo cinco animais em cada grupo: Grupo C (controle): animais não tratados com fisioterapia (hidroesteira); Grupo T (tratado): animais tratados com fisioterapia (hidroesteira). Para a avaliação da cicatrização óssea foi realizada a análise radiográfica no pós-operatório imediato, com 30, 60 e 90 dias pós-operatório verificando posicionamento de implante, presença de reação periosteal, imagens sugestivas de rejeição, infecção, densidade óssea (DO) e índice de mineralização (IM). Pôde-se visibilizar o padrão radiográfico de cicatrização óssea em ambos os grupos. Ao avaliar o IM não foi verificada diferença significativa entre animais tratados ou não com fisioterapia (P>0,05). Os cães tratados com fisioterapia (hidroterapia) por 15 dias, comparados com animais não tratados, tiveram uso funcional do membro precocemente e a amplitude de movimento maior. Concluiu-se que a utilização da hidroterapia como método auxiliar no tratamento dos cães submetidos à TTA modificada não promove diferença significativa na cicatrização óssea em comparação aos cães que não foram tratados com fisioterapia.

 

 

SUMMARY

 

The aim of this study was to evaluate the hydromat action on bone healing of dogs undergoing modified TTA (TTAm) by means of radiographic evaluation. We used 10 dogs of medium and large sizes (Canis familiaris, Linnaeus, 1758), male and female, diagnosed with Cranial Cruciate Ligament Rupture (CCLR). After the diagnosis, the animals underwent TTAm. The dogs were divided into two experimental groups with five animals in each: Group C (control), animals not treated with physiotherapy (hydrotherapy) and Group T (treated), animals treated with physiotherapy (hydrotherapy). Bone healing was evaluated radiographically in the immediate postoperative period, at 30, 60 and 90 days; by checking the positioning of implant, presence of periosteal reaction, images suggestive of rejection, infection, bone density (BD) and mineralization rate (MR). A radiographic pattern of bone healing could be visualized in both groups. Mineralization rate (MR) was not significantly different for dogs treated or not with physiotherapy (P>0.05). Dogs treated with physiotherapy (hydrotherapy) for 15 days compared with untreated animals had earlier functional use of the limb and greater range of motion. However, it was concluded that the use of hydrotherapy as an auxiliary method in the treatment of dogs undergoing modified TTA does not promote significant difference in bone healing compared to dogs that were not treated with physiotherapy.

 

 




DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2011v27n4p205-210