CARACTERIZAÇÃO DA REPRODUÇÃO DE PERDIZES (Rhynchotus rufescens) EM CATIVEIRO.

F. A. T. BRUNELI, P. THOLON, F. L. ISAAC, P. R. DAMASCENO, H. TONHATI, S. A. QUEIROZ

Abstract


O interesse ao reproduzir em cativeiro animais selvagens com potencial comercial, como a perdiz (Rhynchotus
rufescens), pode ser uma alternativa viável à preservação desta espécie nativa. Assim sendo, conhecer a eficiência reprodutiva desses animais em cativeiro, torna-se imprescindível. O presente trabalho teve por objetivo analisar os dados de dois ciclos de postura de 51 famílias de perdizes, compostas por duas fêmeas e um macho, durante o período de setembro de 1999 a março de 2001. O peso médio das fêmeas e machos, quando eles iniciaram o primeiro ciclo, era 825 g e 725 g, respectivamente. A média geral de peso do ovo foi 53,1 g, com comprimentos médios dos eixos maior e menor de 5,3 cm e 4,0 cm, respectivamente. O número médio de ovos por família foi 17,1. O período de postura caracterizou-se por fases inicial (01-30/09/99) e final (16/
01-15/02/00) de menor produção intermediadas por uma fase mais longa (01/10/99-15/01/00) e de maior produção. Também foram analisadas as médias de peso dos ovos/família, sendo 67,94 g a maior e 40,85 g a menor. Com o objetivo de estudar os fatores que influenciam o número de ovos postos, foi feito o perfil de curva de postura, que apresentou dois períodos de postura mais demarcados durante a estação reprodutiva, possivelmente, devido à interferência do ambiente na postura. A análise de variância do número de ovos postos foi elaborada pelo método dos quadrados mínimos, sendo incluídos no modelo estatístico os efeitos fixos de setor, família dentro de setor, período da postura e os efeitos lineares de peso, eixo maior e eixo menor do ovo. Todas as fontes de variação com exceção do eixo menor apresentaram efeito significativo sobre o número de ovos postos. Com o intuito de aumentar o número de ovos e, conseqüentemente, de perdigotos, deve-se melhorar o manejo de coleta de ovos além de estimular a produção de ovos mais pesados. O horário de postura preferido pelas aves concentrou-se nas primeiras horas do dia e no final da tarde. A nidificação não é um comportamento da maioria
das aves quando criadas em cativeiro. O conhecimento do horário de maior postura permitirá intensificar a colheita de ovos nestes períodos, reduzindo as perdas e otimizando a utilização de mão-de-obra.
PALAVRAS-CHAVE: Cativeiro. Perdiz. Postura. Reprodução. Rhynchotus rufescens.



DOI: http://dx.doi.org/10.15361/2175-0106.2005v21n2p272-280